Posicionamento no mercado

A clarificação de regras de avaliação dos combustíveis alternativos (CA), assente numa política que proporciona uma relação win-win, tem feito com que as propostas da AVE – Gestão Ambiental e Valorização Energética sejam bem-recebidas pelas empresas, pela economia e pela sociedade do País.

Resumo da actividade 2019

Em 2019 a AVE geriu 453.576 toneladas de resíduos/produtos. 

O fornecimento de resíduos para coprocessamento gerido pela AVE aumentou cerca de 18% atingindo um volume de 453.576 toneladas, das quais 284.883 toneladas corresponderam a combustíveis alternativos. Verificou-se um crescimento bastante significativo de MPS, que atingiram uma quantidade de 116.352 toneladas, mais do que o triplo dos valores verificados em 2018, em grande medida pelo aumento dos solos e terras geridos.

Em termos globais, verificou-se um aumento de cerca de 3% do consumo de combustíveis alternativos face a 2018.

Os combustíveis alternativos com maior peso no consumo nas cimenteiras são os ‘CDR provenientes de Resíduos Industriais’, tendo estes representado em 2019, 150.269 toneladas. No consumo deste fluxo observou-se, no entanto, uma redução de cerca de 3% entre 2018 e 2019. Por outro lado, o fluxo onde se observou o maior aumento foi o que inclui fibras têxteis de pneus, pellets de CDR e VFV, plásticos e borrachas e biomassas. Os quantitativos rececionados deste fluxo para valorização energética atingiram um total de 18.801 toneladas em 2019, representando este valor uma redução de cerca de 14% relativamente a 2018. A AVE transacionou ainda 48.672 toneladas de pneus usados e seus fragmentos durante o ano de 2019, um valor praticamente igual ao valor verificado no ano 2018.

A mobilização de matérias-primas secundárias (MPS), resultante da atividade relacionada com ações correntes, atingiu em 2019 uma quantidade total de 116.352 toneladas, um aumento de 211% relativamente a 2018 (37.356 toneladas), em grande medida devido ao aumento de solos e terras geridos. O fornecimento de óxido de ferro, através dos fluxos das granalhas e escórias siderúrgicas compreendeu um total de 26.057 toneladas em 2019, um valor aproximado das 27.244 toneladas verificadas em 2018.

O quantitativo de emissões de CO2 evitadas foi de 237 mil toneladas.

O quantitativo de Pet Coke evitado ascendeu a 178 mil toneladas.

Ao longo deste ano, o mercado nacional continuou a ser a principal fonte de abastecimento de combustíveis alternativos e matérias-primas secundárias da AVE, apesar de ter sido necessário recorrer à importação de resíduos com condições técnicas adequadas para responder às exigências de consumo dos seus clientes. O ano de 2019 confirmou que o aprovisionamento internacional é uma necessidade e uma certeza, mesmo com as ameaças associadas ao Brexit, dada a disponibilidade de outros mercados, nomeadamente Espanha, Itália, Bélgica, França e Holanda.

Posicionamento no mercado

A clarificação de regras de avaliação dos combustíveis alternativos (CA), assente numa política que proporciona uma relação win-win, tem feito com que as propostas da AVE – Gestão Ambiental e Valorização Energética sejam bem-recebidas pelas empresas, pela economia e pela sociedade do País.

O mercado em que a AVE se posiciona tem um enorme desafio que passa pela descarbonização da indústria cimenteira, ficando o ano 2019 marcado por um aumento de calor por tonelada fornecida de combustíveis alternativos aos fornos de cimento, acompanhado por um aumento da componente biogénica desses combustíveis e de um aumento significativo da quantidade de matérias-primas secundárias. Os resultados apresentados em 2019 demonstram o sucesso da estratégia assumida, que deverá ser prosseguida nos próximos anos, contribuindo para a criação de valor económico, ambiental e social.

A AVE manteve durante o ano de 2019 uma atitude dinâmica e proactiva relativamente ao setor onde se insere, nomeadamente no que diz respeito ao investimento em ações de investigação e desenvolvimento. Desta forma, em 2019 houve uma continuidade no reforço dos recursos tecnológicos associados à atividade laboratorial e à logística da AVE no sentido de apoiar os seus parceiros na utilização de combustíveis alternativos. Em 2019, estes reforços foram conseguidos com a entrada em funcionamento de novos softwares que permitiram melhorar o reporte da avaliação de CA, bem como a segurança na base de dados onde estes são registados. Todos estes investimentos contribuíram para estimular a competitividade e a sustentabilidade de todas as suas operações.

O laboratório da AVE analisou mais de 1.500 produtos, garantindo uma resposta em tempo real, o que permitiu melhorar a interação com os preparadores de resíduos e cotar com transparência o valor das transações. Foram realizadas ações de recolhas de amostras e promovidas ações corretivas junto dos produtores de combustíveis, bem como reforçados os canais de comunicação entre laboratórios, contribuindo de forma clara para melhorar a qualidade e fiabilidade dos combustíveis alternativos.

A conclusão dos investimentos de apoio à logística do consumo de CA nas fábricas associadas permitirá consubstanciar o crescimento da taxa de substituição de combustíveis fósseis. Durante o ano de 2019, parte destes investimentos foi alienada a preço de aquisição aos seus utilizadores (fábricas de cimento).

Coprocessamento

O coprocessamento consiste na destruição completa de resíduos – previamente preparados e identificados como adequados para a substituição de combustível fosseis e/ou matérias-primas na produção de clínquer nos fornos das cimenteiras, assegurando os padrões de qualidade de produto, eficiência energética e salvaguarda ambiental conforme a certificação oficial destas unidades fabris.

A utilização de resíduos como combustível e/ou matéria primas alternativas, contribui para a preservação de recursos naturais limitados e não renováveis. Não obstante estar integrado num processo industrial, do coprocessamento destes resíduos nos fornos das cimenteiras não resulta qualquer desperdício – dado que não há resíduos remanescentes – nem qualquer passivo ambiental.

Esta técnica amplamente utilizada em diversos países do mundo desde 1976 está cientificamente comprovada como uma das melhores soluções ambientais e económicas para o destino final de numerosas fileiras de resíduos, assumindo-se como solução privilegiada para o desenvolvimento sustentável da sociedade contemporânea.

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