Posicionamento Mercado

A clarificação das regras de avaliação dos Combustíveis Alternativos (AF), assente numa política que proporciona uma relação ganha-ganha, tem servido de base para que as propostas da AVE – Gestão Ambiental e Valorização Energética sejam bem acolhidas nas empresas, na economia e na sociedade enquanto um todo no país.

Resumo da actividade 2021

Em 2021 a AVE geriu 483.291 toneladas de resíduos/produtos. 

O fornecimento de resíduos para coprocessamento gerido pela AVE aumentou cerca de 4% atingindo um volume de 483.291 toneladas, das quais 255.629 toneladas corresponderam a combustíveis alternativos. Verificou-se um crescimento de cerca de 29% para as MPS, que atingiram uma quantidade de 160.195 toneladas, aumento justificado em grande medida pelo aumento dos solos e terras geridos.

Em termos globais, verificou-se uma ligeira diminuição de cerca de 8% do consumo de combustíveis alternativos face a 2020.

Os combustíveis alternativos com maior peso no consumo nas cimenteiras são os ‘CDR provenientes de Resíduos Industriais’, tendo estes representado em 2021, 141.118 toneladas. A AVE transacionou ainda 46.327 toneladas de pneus usados e seus fragmentos durante o ano de 2021, representando um aumento de cerca de 36% face ao ano 2020.

A mobilização de matérias-primas secundárias (MPS), resultante da atividade relacionada com ações correntes, atingiu em 2021 uma quantidade total de 160.195 toneladas, um aumento de 29% relativamente a 2020 (124.145 toneladas), em grande medida devido ao aumento de solos e terras geridos. O fornecimento de óxido de ferro, através dos fluxos das granalhas e escórias siderúrgicas compreendeu um total de 21.336 toneladas em 2021, representando uma diminuição de cerca de 33% relativamente a 2020.

O quantitativo de emissões de CO2 evitadas foi de 182mil toneladas.

O quantitativo de Petcoque evitado ascendeu a 166 mil toneladas.

Ao longo deste ano, o mercado nacional continuou a ser a principal fonte de abastecimento de combustíveis alternativos e matérias-primas secundárias da AVE, apesar de ter sido necessário recorrer à importação de resíduos com condições técnicas adequadas para responder às exigências de consumo dos seus clientes

Posicionamento no mercado

A clarificação de regras de avaliação dos combustíveis alternativos (CA), assente numa política que proporciona uma relação win-win, tem feito com que as propostas da AVE – Gestão Ambiental e Valorização Energética sejam bem-recebidas pelas empresas, pela economia e pela sociedade do País.

O mercado em que a AVE se posiciona tem um enorme desafio que passa pela descarbonização da indústria cimenteira, ficando o ano 2021 marcado por um aumento de calor por tonelada fornecida de combustíveis alternativos aos fornos de cimento, acompanhado por um aumento da componente biogénica desses combustíveis e de um aumento significativo da quantidade de matérias-primas secundárias. Os resultados apresentados em 2021 demonstram o sucesso da estratégia assumida, que deverá ser prosseguida nos próximos anos, contribuindo para a criação de valor económico, ambiental e social.

A AVE manteve durante o ano de 2021 uma atitude dinâmica e proactiva relativamente ao setor onde se insere, nomeadamente no que diz respeito ao investimento em ações de investigação e desenvolvimento. Desta forma, em 2021 houve uma continuidade no reforço dos recursos tecnológicos associados à atividade laboratorial e à logística da AVE no sentido de apoiar os seus parceiros na utilização de combustíveis alternativos. Em 2021, estes reforços foram conseguidos com a entrada em funcionamento de novos softwares que permitiram melhorar o reporte da avaliação de CA, bem como a segurança na base de dados onde estes são registados. Todos estes investimentos contribuíram para estimular a competitividade e a sustentabilidade de todas as suas operações.

O laboratório da AVE analisou mais de 1.300 produtos, garantindo uma resposta em tempo real, o que permitiu melhorar a interação com os preparadores de resíduos e cotar com transparência o valor das transações. Foram realizadas ações de recolhas de amostras e promovidas ações corretivas junto dos produtores de combustíveis, bem como reforçados os canais de comunicação entre laboratórios, contribuindo de forma clara para melhorar a qualidade e fiabilidade dos combustíveis alternativos.

A conclusão dos investimentos de apoio à logística do consumo de CA nas fábricas associadas permitirá consubstanciar o crescimento da taxa de substituição de combustíveis fósseis.

Coprocessamento

O coprocessamento consiste na destruição total dos resíduos – previamente preparados e identificados como adequados à substituição de combustíveis fósseis e/ou matérias-primas na produção de clínquer em fornos de cimento, garantindo padrões de qualidade do produto, eficiência energética e proteção ambiental em linha com a certificação oficial dessas plantas.

A utilização de resíduos como combustível e/ou matéria-prima alternativa contribui para a preservação de recursos naturais limitados e não renováveis. Apesar de fazer parte de um processo industrial, o coprocessamento de resíduos em fornos de cimento não implica qualquer excesso – uma vez que não há resíduos residuais – ou qualquer passivo ambiental.

Esta técnica amplamente utilizada em vários países do mundo desde 1976 está cientificamente comprovada como uma das melhores soluções ambientais e económicas como destino final de inúmeros fluxos de resíduos, assumindo-se como uma solução preferencial para o desenvolvimento sustentável da sociedade contemporânea.

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